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TRT/RJ LANÇA POLÍTICA DE PREVENÇÃO E COMBATE AO ASSÉDIO MORAL E SEXUAL

Data de criação: 20/5/2019 14:33:00

foto da mesa de aberturaO Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ) lançou nesta segunda-feira (20/5) a Política de Prevenção e Combate à Violência Laboral e ao Assédio Moral e Sexual do Regional fluminense. O lançamento foi realizado na abertura do  ciclo de palestras "TRT/RJ na prevenção da violência laboral e do assédio moral-sexual",  no prédio-sede. 

O evento – que reuniu servidores, magistrados, advogados, especialistas e demais interessados – está inserido no âmbito da Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral na Justiça do Trabalho de 1º e 2º grau, instituída pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).  Na abertura, o presidente do Regional fluminense, desembargador José da Fonseca Martins Júnior, enfatizou a preocupação da administração do TRT/RJ com o tema e adiantou que em breve será publicado um ato da Presidência regulamentando a nova política.

Na sequência, o gestor regional do Programa Trabalho Seguro, desembargador Alexandre Teixeira de Freitas Bastos Cunha, ressaltou que o evento representa o primeiro passo para combater e prevenir o problema, mas que todos são responsáveis nessa empreitada. “Transformar uma cultura é dever de todos nós e o TRT/RJ já deu o primeiro passo. Muitas vezes, o assediado nem percebe que está sendo assediado. Dessa forma, devemos repensar determinados padrões de comportamento”, destacou.

PIONERISMO DA 1ª REGIÃO

Durante a palestra “A importância das relações saudáveis de trabalho para os resultados da instituição”, a servidora do TRT/RJ Michelle Carreira Miranda Monteiro, especializada em Medicina do Trabalho, ressaltou a iniciativa pioneira do Regional fluminense de criar uma política de prevenção e combate ao assédio moral. “É importante para garantir a magistrados e servidores um ambiente de trabalho digno, seguro e saudável. O Regional fluminense saiu na frente de várias outras instituições”, declarou.

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A médica Michele Monteiro falou sobre o valor das relações saudáveis no trabalho

De acordo com a médica do trabalho, o tratamento dado ao problema deve começar com o acolhimento e a recuperação da saúde da vítima. Em seguida, tem início a sistematização e a coleta das provas, bem como a análise e tentativa de aferição do tipo de violência laboral. Por último, elabora-se um plano de enfrentamento e encaminhamento institucional e, se for o caso, extrainstitucional.

Por último, a palestrante frisou detalhes importantes na garantia de relações de trabalho saudáveis. “Hoje em dia há uma banalização do stress, do sofrimento e do esgotamento no trabalho. Não é normal sofrer no trabalho, sentir-se esgotado. É preciso reencontrar sentido no trabalho, seu valor social e pessoal”, concluiu.

Em seguida, a psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Silvia Rodrigues Jardim proferiu a palestra “Relações de Trabalho e Saúde Mental” reforçando que, quando nada é feito em relação ao assédio e ao desrespeito, o problema torna-se organizacional. De acordo com a especialista, começa-se a combater o problema conversando sobre ele, por exemplo, por meio de eventos, debates, seminários, entre outros.

E QUANDO NÃO FOR ASSÉDIO, MAS TAMBÉM CAUSAR SOFRIMENTO?

Na sequência, Karla Valle, assistente social do TRT/RJ, abordou o tema “Violência Laboral, Assédio Moral e Assédio Sexual: o que é, como identificar e como enfrentar”. Segundo a especialista, existem inúmeras situações que não se enquadram necessariamente como assédio moral, mas também são problemáticas e passíveis de gerar adoecimento. De acordo com Karla, são situações que podem ser classificadas como violência no trabalho, ou seja, “todas as formas de comportamento agressivo ou abusivo que possam causar dano físico, psicológico ou desconforto em suas vítimas”.

Na palestra “Reflexões sobre a Gênese do Assédio Moral Organizacional”, o médico psiquiatra do TRT/RJ, Erick Souto Maior Petry, destacou os índices de crescimento da depressão reativa – aquela que ocorre em decorrência de fatores externos ao indivíduo. Segundo ele, nos casos em que a pessoa chega a apresentar uma verdadeira depressão, é de seis meses, em média, após o início do tratamento, o tempo necessário para que ela consiga reunir condições psíquicas de retornar ao trabalho. Em sua fala, ele também suscitou algumas reflexões sobre a origem do assédio moral e destacou que a falta de limites e de regras por parte de uma instituição são facilitadoras de condutas violentas por parte de gestores.

Encerrando o ciclo de palestras, o psicólogo do TRT/RJ Túlio Fonseca Coimbra falou sobre a violência oculta nas relações de trabalho. “É quando um pessoa adota uma série de atitudes e de expressões com a finalidade de aviltar ou negar  a maneira de ser de uma outra pessoa. Seus termos e seus gestos têm por finalidade desestabilizar ou ferir o outro”, afirmou o palestrante.

O ciclo de debates foi organizado pela Coordenadoria de Saúde do TRT/RJ (CSAD), com o apoio da Coordenadoria de Disseminação da Segurança no Trabalho e de Responsabilidade Socioambiental (CDIS).

Confira mais fotos do evento no álbum do Flickr do TRT/RJ

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